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As 10 cidades mais esquisitas do mundo

domingo, 15 de março de 2009


A Lonely Planet publicou no final de 2008 o seu guia para 2009, chamado "Lonely Planet's Best In Travel 2009”. Nele veio uma lista bem interessante enumerando as 10 cidades mais esquisitas do mundo. Traduzi um pequeno resumo do que a Lonely Planet falou sobre cada uma delas:

Tóquio, Japão – Privadas falantes e hotéis com quartos minúsculos colocaram o Japão no topo dos destinos excêntricos. Mas isso não é nada quando você procura um bar em Tóquio. Se prepare, pois essa cidade tem nada menos que um milhão de bares temáticos para você molhar a garganta. Sentindo-se fraco? Tente o Bar Pronto-Socorro, no qual todos os atendentes estão vestidos de branco e preparados para administrar as doses que você pedir. Tome coquetéis psicodélicos no bar Alice no País das Maravilhas, se surpreenda com a luta de espadas no bar Ninja ou vá ao bar Escritório, onde o barman prepara seu drinque sobre uma máquina de xerox ou sobre aqueles enormes arquivos de aço.

Las Vegas, Estados Unidos - Por onde começar? Seu hotel parece estar debaixo da Torre Eiffel, há uma réplica exata da tumba de Tutancamon descendo a rua e as luzes de néon estão queimando a sua retina. Tudo é grande: a multidão, os cassinos, as boates, as ressacas e a quantidade de cafetões. Ninguém vai até lá com o intuito de exagerar no jogo, mas de repente você nota que não sabe que dia é hoje, esquece do relógio e se surpreende ao sair na rua e notar que já amanheceu. É por isso que Las Vegas é absolutamente fantástica.

Reykjavik, Islândia - Festejar em Reykjavik é como festejar numa cidade frenética, você fica contagiado pela energia nórdica. Bares de rock cosmopolitas entram noite à dentro, inibições desaparecem e o álcool corre solto. Parece uma competição, e na verdade é, pois os islandeses fazem isso muito bem. Além disso, a cerveja lá foi proibida até 1990 e bares como esse não existiam. Se tudo parece um pouco exagerado, lembre-se que eles passam metade do ano na escuridão quase total e a outra metade com o sol ainda no céu mesmo sendo meia-noite.

Ashgabat, Turcomenistão - Considerando que ele baniu o uso de barba, a prática de balé e o ato de dublar a voz de um cantor durante a música, não é surpresa que Saparmurat Niyazov tenha ficado conhecido como alguém excêntrico. O autodenominado Presidente pela Vida quase fechou todos os hospitais fora de Ashgabat, colocou seu nome no que antes era o mês de janeiro e assinou um acordo com a Ucrânia no qual trocava alguns aparelhos de televisão por 12 milhões de pares de galocha. Niyazov morreu em 2006, mas a lembrança desse estranho ditador vive no parque Mundo dos Contos do Turkmenbashi, uma espécie de Disneylândia local.

Nova Déli, Índia - À primeira vista Nova Déli parece borbulhar, uma massa incontrolável de humanidade. Porém, uma vez que você deixa de lado o tumulto, um monte de atrações pouco usuais aparecem, principalmente na arquitetura. Pressionadas por cerca de 15 milhões de moradores, as velhas construções de Déli ficaram destruídas nos terremotos que assolaram a cidade no passado. Por isso os vestígios dessas ruínas estão escondidas sob viadutos e prédios ou foram convertidas em mansões. É uma mistura peculiar entre passado e presente e, como Déli nunca para, quem sabe o que vai mudar no futuro.

Amsterdã, Holanda - Por mais que tentem, os moradores de Amsterdã não conseguem livrar a cidade da imagem que a associa a sexo e drogas. Mesmo assim, é fato, os cafés e as janelas com néon no distrito da “luz vermelha” fazem muito dinheiro. Turistas andam pelas ruas elegantes vendo as casas perto do canal, mas na verdade ninguém vem por causa da arquitetura. Shows de sexo, museus eróticos e lojas de pornô hardcore mantém os euros circulando, porém tudo num ambiente nada ameaçador. Você vê um vovô tirando foto na enorme fonte em formato de pênis enquanto alguém te oferecer algum tipo de droga no meio da rua, sem problemas. E isso, por si só, é um pouco bizarro.

Pyongyang, Coréia do Norte - Enquanto o mundo fica menor e as culturas homogeneizadas, alguns lugares como a Coréia do Norte permanecem não muito amistosos com os visitantes. Porém, ironicamente, o comunismo que foi feito para manter os estrangeiros longe parece estar atraindo um grande número de viajantes curiosos. Você verá uma coisa estranha atrás da outra. Enormes estátuas de Kim Il Sung, museus nos quais você compra souvenires para ajudar na economia do país e restaurantes sem cardápio. Pyongyang desafia todas as convenções.

Guanajuato, México – A Unesco apontou Guanajuato como uma das melhores cidades históricas do México. São 450 anos de tradição, com uma atração turística para lá de macabra. O Museu das Múmias de Guanajuato não presta homenagem para os seus patriarcas. É uma coleção de corpos mumificados que foram exumados no cemitério da cidade. Quando as famílias não podiam pagar pela cova do defunto, os corpos eram removidos e colocados num local público, preservados pelo clima seco da região. O museu tem mais de cem múmias modernas, incluindo a menor do mundo.

Songjiang, China - Enquanto a China caminha para o futuro com seus prédios altos, uma pequena área da cidade de Xangai está voltando o relógio. Pessoas bebem em bares no estilo Tudor, crianças brincam num parquinho com área verde, árvores cobrem as ruas e sinos tocam nas catedrais. Parece até a Inglaterra, mas não é. Bem vindo a Thames Town, um parque de Songjiang construído para oferecer um divertimento no estilo inglês. É absurdamente bizarro.

Nova Orleans, Estados Unidos - A cidade crioula com seu charme, bondes e cena jazzística chega ao ápice durante o Mardi Gras. No ponto alto do carnaval de Nova Orleans a celebração se torna uma mistura de desfiles coloridos, festas e folia. Pelo menos é assim para os visitantes, que vestem suas fantasias e vão para rua se divertir. Os moradores, ao contrário, vêem essa época como um período bom para ficar com a família, mas não fazem nada para impedir os topless no Quarteirão Francês.

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